Resenha: Bridget Jones – Louca pelo Garoto

Bridget Jones Louca pelo Garoto (Helen Fielding)Livro: Bridget Jones – Louca pelo Garoto

Autor: Helen Fielding

Editora: Companhia das Letras

[Sinopse: Logo que foi lançado, O diário de Bridget Jones conquistou uma legião de fãs e se tornou a voz de toda uma geração de mulheres modernas, de trinta e poucos anos, divididas entre a esperança de encontrar o verdadeiro amor e as frustrações dessa busca. Mulheres que, como Bridget, precisam se desdobrar entre as realizações profissionais e os cômicos percalços que mancham seu currículo, entre as exaustivas demandas familiares e as farras com amigos, entre os cuidados com a silhueta e o prazer de devorar cinco barras de chocolate antes do café da manhã.

Catorze anos após o último livro, Bridget Jones: No limite da razão, nossa heroína retoma seu diário abandonado e mostra que continua a mesma, e ainda mais viva – e ativa – do que nunca. O tempo se encarregou de trazer à sua vida outros dramas e dilemas, mas não levou embora seu jeito estabanado e a personalidade luminosa sem a qual ela não poderia enfrentar os momentos comoventes que a aguardam. Além de não descuidar da balança e manter-se longe dos cigarros, agora ela também precisa se preocupar com sites de relacionamentos, o número de seguidores no Twitter e os perigos de trocar mensagens de texto depois de algumas taças de vinho.

Ainda às voltas com os amores, Bridget tropeça em novas confusões e tenta em vão se esquivar das gafes que ajudaram a consagrá-la como uma das personagens mais divertidas da literatura feminina contemporânea, enquanto figuras antigas e recentes desfilam por sua vida – sobretudo um garoto misterioso que vem para balançar seriamente suas certezas.
Bridget Jones: Louca pelo garoto traz um desfecho inesperado para a história que já conhecemos, sem deixar de abrir portas a outras aventuras. Leitura obrigatória para qualquer mulher de hoje, o romance é um retrato fiel e bem-humorado das tribulações ao mesmo tempo trágicas e risíveis que compõem nosso dia a dia.]

Para mim, O Diário de Bridget Jones foi um dos precursores da “literatura mulherzinha”, ou chick lit. Livros onde as mulheres com seus 20~30 anos são as protagonistas, com seus dilemas profissionais e principalmente afetivos, são o centro da história.

Já em Louca Pelo Garoto, como estaria Bridget depois de 14 anos de No Limite da Razão? Aos 51 anos, mãe de 2 filhos, Mabel e Billy, ela continua atrapalhada e as voltas com problemas afetivos e com a balança.

Como falar deste livro sem dar um grande spoiler, ainda mais que a própria autora divulgou um grande e chocante acontecimento pouco antes do lançamento do livro?

Resta-me resumir o sentimento após ter lido. Tristeza. Mesmo com um final que pra mim fecha o “ciclo Bridget”, impossível não sentir um certo aperto nas confissões dela. Ver que o tempo passou para os personagens, nem sempre da melhor maneira, é perceber que a vida segue seu rumo. Independentemente do que aconteça. Bridget continua com a mentalidade dos seus “trinta e poucos”. Não se deu conta que o tempo passou e ela não evoluiu, mesmo “ ercebendo” que está sempre atrasada, em comparação aos amigos. Não assume suas responsabilidades, procrastina o quanto pode. É tão imatura quanto aos trinta e poucos.

Sim, fiquei desapontada com a personagem. Teve momentos que eu tinha vontade de dar broncas para acordá-la para a vida. Bridget continua a ter planos mirabolantes para o futuro, mas não os executa. Não é responsável com os filhos. Ao mesmo tempo que sabe que eles são tudo o que ela tem, tem horas que ela também não sabe lidar com a maternidade.

Por isso, Bridget é tão humana. Erra de forma injustificada. Acerta por chute. E vai tocando a vida assim, aos trancos e barrancos, um passo de cada vez. Vivendo ou sobrevivendo?

Gostou da nossa resenha? Então aproveite a oportunidade para comprar o seu exemplar de “Louca pelo Garoto” pelo link do Bookeando e nos ajude a manter o site!

About Marcia Murata

Advogada. Não vive sem fones de ouvido, desde a época do Walkman. Leitora compulsiva, de livros a bula de remédio. Rendeu-se atualmente ao livros eletrônicos e gostaria que as editoras brasileiras investissem mais nesse novo meio.