Resenha: A Culpa é das Estrelas

Livro: A Culpa é das Estrelhas

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

“A culpa, querido Brutus, não está nas nossas estrelas / Mas em nós mesmos”.

A Culpa é das Estrelas é um livro lindo, delicado e comovente que, apesar de fugir um pouquinho da fórmula padrão dos livros do John Green – uma vez que desta vez não temos um narrador masculino e sim um feminino – também nos apresenta alguns elementos que consagraram o autor como um dos principais nomes do universo jovem adulto: assuntos delicados belamente explorados, diálogos rápidos, divertidos e, em alguns momentos, repletos de humor e ironia e, é claro, a presença de um melhor amigo fiel e um tanto destrambelhado.

Ao longo de suas páginas, acompanhamos a história de Hazel, uma paciente terminal, que possui um tipo raro de câncer de tiroide que se alastrou para os pulmões. Depois de descobrir um remédio um tanto quanto “milagroso”, capaz de interromper o crescimento do tumor, a menina começa a frequentar um grupo de apoio. Mas ela mal poderia saber que aquelas horas intermináveis passadas “literalmente no coração de Jesus” a levariam a conhecer Augustus Waters, um garoto notável.

Como de praxe, os narradores são pra lá de cativantes! Hazel dá a voz à narrativa de uma forma deliciosa, que flui muito agradavelmente. Já Augustus… Ele traz aquela característica típica da escrita greeniana: a de querer significar alguma coisa para o mundo. Seu otimismo e a sua força são contagiantes e conseguem nos roubar sorrisos mesmo nos momentos mais dramáticos.

Também não poderia deixar de citar o recluso escritor Peter Van Houten que, com seu livro (fictício, claro) Uma Aflição Imperial, enriquece ainda mais a experiência da leitura. Aliás, eu simplesmente a-do-rei a relação que os personagens têm com esse livro. Me identifiquei muito com as suas discussões e a sua paixão pelas palavras!

Assim como sempre acontece quando leio um livro do John Green, poderia passar mais um milhão de horas discorrendo sobre cada detalhe e cada emoção despertada por esse livro. Porém, acredito que quanto menos vocês souberem sobre ele melhor – sério, não há nada como desbravar suas páginas pela primeira vez e mergulhar nesse universo tão minuciosamente construído!

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“Eu me apaixonei da mesma forma que a gente pega no sono: devagar, e então de uma vez só”.

About Sabrina

Paulistana, geminiana, curiosa e irrequieta. Prefere a cidade ao campo, mas o campo à praia. Gosta de música, tecnologia, livros e cappuccino. Na sua bolsa nunca faltam o iPod, o celular e, é claro, a leitura do momento.