Título: Vida Roubada
Autor: Jaycee Dugard
Editora: Best Seller
“No verão de 1991 eu era uma garota normal. Levava uma vida normal. Tinha amigos e uma mãe que me amavam. Eu era igualzinha a você. Até o dia em que a minha vida foi roubada”.
Jaycee Dugard tinha apenas 11 anos quando viu a sua vida mudar drasticamente. Ao esperar o ônibus que a levaria para a escola, a menina é abordada por um estranho que a incapacita e a coloca no porta-malas. Esse seria apenas o começo do que ela teria que passar nos próximos 18 anos.
Confesso que este não é um livro fácil de ser digerido. Escrito pela própria Jaycee, ele traz um relato sincero e muito sofrido de uma vida passada quase completamente em cativeiro, entre abusos e maus-tratos. E o que mais impressiona é a forma com que ela via tudo aquilo: sempre com uma ingenuidade infantil e com a esperança de que um dia ela seria livre.
Os capítulos se alternam entre lembranças e reflexões, que trazem uma visão mais madura e analítica sobre os fatos vividos e apresentados. A escrita de Jaycee é tão detalhista, que é quase como se nós estivéssemos ali, no “quarto ao lado” com ela, e pudéssemos sentir cada apreensão, cada lágrima e cada chama de esperança.
Acompanhamos o seu olhar sobre o carcereiro, Philip Garrido, sempre uma mescla de temor, afeição e culpa. Além disso, a autora também faz uma crítica ferrenha ao Estado americano e aos psiquiatras que avaliaram o homem dias antes e dias depois do sequestro e não perceberam nenhuma alteração no seu quadro, quando ele era claramente desequilibrado.
Também podemos sentir o… ressentimento (não sei muito bem se essa palavra expressa exatamente a ideia, mas é a que se aproxima melhor) que a menina sentia em relação à Nancy, mulher de Philip, que nunca fez nada para que ela fosse libertada – pior, serviu como cúmplice.
E, o mais cruel de tudo, perceber a solidão profunda que ela sentiu ao longo de todo esse tempo – a ponto de fazê-la se alegrar com as visitas de Philip, porque elas significavam, pelo menos por pouco tempo, uma companhia.
Mais do que um livro de memórias, Vida Roubada é uma verdadeira lição de vida.
“Pergunte a si mesmo: O que você faria para sobreviver?”

Esse livro já estava na minha lista de futuras leituras, mas não tinha noção de que era tão denso assim, Sabia que tinha algo relacionado a sequestros e afins, mas …
Bom, que qq forma, o livro continua na listinha.
Bjos, Flávia.